quarta-feira, 28 de Outubro de 2009

Isabel será sempre Alçada, mesmo que não esteja.

A nossa Educação tem uma nova Ministra.
Ou será que se diz "nova Ministro"? Tenho de perguntar à Edite. Pode ser que a sua estrela me ajude a brilhar, digo eu, não sei.

Isabel Alçada.

Alçada é o que se quer da nossa educação no final do seu mandato, alçada ao mais alto nível, pese embora o facto de Isabel estar sob a alçada do nosso querido José.
O que não indiciará nada de bom. Tenhamos fé no diálogo que ele prometeu ter. Não sei se com os restantes partidos ou com as cadeiras do Parlamento. Essas irão sempre concordar com ele.

Professora, escritora e, agora, ministra. Mas, sobretudo professora.
Isso é o que interessa aos nossos docentes.
Já estou mesmo a ver alguns professores, muitos, refira-se, aos saltos e a gritar: é desta que a avaliação vai de vela!
Hmmm!
Temo que o esforço daqueles docentes que no ano lectivo transacto se propuseram à avaliação para o excelente seja inglório. Que os houve, houve! Poucos!! Muito poucos!! Aqueles que são contratados e que não ganham 2000€ (dois mil!
Pede-se que se passe um apagador por cima do assunto e que nunca mais venha à baila.
Haveremos de ver. Isso é assunto para outro exercício.

Tenho cá para mim que a nossa querida escritora se vai meter numa verdadeira aventura. E olhem que não sei se terá um final feliz.
Se quando se confrontar com cem mil docentes encolerizados não der o braço a torcer, temo que lhe boicotem os seus livros. E isso será terrivelmente infeliz.

Se, por outro lado, tentar contrariar a política do Governo vai para o olho da rua, o que será também terrivelmente infeliz.
Mas uma coisa já está garantida: a imagem de Isabel Alçada nunca mais será a mesma. Para o mal e para o mal.

A única coisa boa que poderá advir da sua passagem pelo executivo será, talvez, o enveredar por novo estilo literário.
Isabel Alçada irá escrever mais um livro, com o sugestivo título “Uma Aventura no Hemiciclo”, só que desta vez será de terror.
Não é muito difícil imaginar quem serão os personagens principais da trama.
Só precisamos de mudar o nome do cão pastor alemão Faial para Augusto Santos Silva.
Já repararam que sempre que esse senhor vem falar parece que está a rosnar, pronto para enfiar os caninos em alguém? Rrrrrrão!
O caniche de nome Caracol pode continuar na intriga. Servirá para atenuar os efeitos terríficos que nos serão dados a viver. Até lhe poderemos dar um novo nome: Jorge. Ana Jorge.
Esta personagem estará para o livro como estão para o drama aquelas cenas humorísticas que, entre cenas mais dolorosas ou de suspense, nos fazem explodir de riso quando temos tanta emoção contida no nosso ser.


Isabel será sempre Alçada, mesmo que não esteja.

quinta-feira, 8 de Outubro de 2009

Playing...







































Pela Serra do Alvão...




















terça-feira, 6 de Outubro de 2009

Soajo
















sábado, 3 de Outubro de 2009

Elementar meu caro Watson...



terça-feira, 1 de Setembro de 2009

Last Night...

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I took a trip into your dream

But the links to your mind remained unseen


I faced the strength of your denying gates

That made me feel I was in dire straits


So I tried a peep into your heart

You were there embracing my part


Your naked body smiled at me

Under the green and thorny tree


I smiled to your smile

And ran to you for a while

But I couldn’t reach you


Why?

Why does your body

Deny my wish?


I stung and than I wake

And you just keep smiling

And smiling

And smiling...


quinta-feira, 16 de Julho de 2009

Erro por redundância cíclica

PS! PS!

Viva! Viva!

Filhos da puta! Cabrões, ladrões!

Dai-nos de comer!


PSD! PSD|

Viva! Viva!

Filhos da puta! Cabrões, ladrões!

Dai-nos de comer!


PS! PS!

Viva! Viva!

Filhos da puta! Cabrões, ladrões!

Dai-nos de comer!


PSD! PSD|

Viva! Viva!

Filhos da puta! Cabrões, ladrões!

Dai-nos de comer!


PS! PS!

Viva! Viva!

Filhos da puta! Cabrões, ladrões!

Dai-nos de comer!


PSD! PSD|

Viva! Viva!

Filhos da puta! Cabrões, ladrões!

Dai-nos de comer!


PS! PS!

Viva! Viva!

Filhos da puta! Cabrões, ladrões!

Dai-nos de comer!



Aviso:

Impossível dar-vos de comer!

Erro por redundância cíclica!

Contactai novo administrador ou então, morrei à fome!

segunda-feira, 1 de Junho de 2009

Incredulidade da Incredibilidade

É incrível!
És incrível!

A minha incredulidade é tão ou mais forte, do que a incredibilidade do riso desbragado que a tua máscara ostentava aquando da constatação da minha possível impossibilidade.

Não posso crer, nem tampouco ser crédulo, na credibilidade do teu riso!

Terá sido porventura, ou por ventura, um teste à credibilidade da minha possível possibilidade de te possibilitar a te possibilitares?

Ou será, simplesmente a tua forma de me dizeres que o meu riso não é credível para o teu rosto?

Agora que estás a descansar da contracção muscular a que sujeitaste o teu rosto, se bem que essa contracção não tivesse o significado de riso, pelo menos credível, começo a crer na credibilidade da incredibilidade da minha gargalhada.

Já a credibilidade do teu faz de conta que dormes, sustendo a respiração para melhor escutares o acelerado do meu coração, é igual à incredulidade do celerado face ao súbito remorso, depois da perversidade estar consumada e estampada nos olhos da ingenuidade, vulgo, credulidade. Excessiva!

A minha gargalhada sempre foi genuína, ao contrário desta tua última, que mais parece ter sido plagiada de uma qualquer dobragem de um qualquer filme, em que o dobrador - se é que este nome é credível, mas também se não for, que se coite, que é como quem diz: que se foda, (dito assim tem mais credibilidade, não é?) o resultado vai dar no mesmo: mau resultado! - como dizia, o dobrador não impõe a credibilidade de uma genuína gargalhada, porque, pura e simplesmente não a sente!

Tanta credibilidade como a que se constata na minha genial tirada de cima, só mesmo nesta! Incrível!

Contudo, creio na possibilidade de ser credível, a ideia de que, fingindo tu que dormes, estares somente à minha espera, completamente nua e molhada, bem molhada, na expectativa de, juntos, bem juntos, mais que juntos, ligados, unos, devassarmos a possibilidade de ser credível a credibilidade de os nossos risos serem impossibilitados de se tornarem celerados. Se bem que a parte nua e molhada me suou melhor!

Mas, visto que o Cartuxa acabou, prefiro ficar na companhia desta fresca cerveja que me olha incrédula, do que ir rir-me contigo!

Até vós ficastes incrédulos por tamanha possibilidade do impossível!

É incrível!
Sois Incríveis!

sexta-feira, 29 de Maio de 2009

Possibilidade do Impossível...

É impossível!
És impossível!

Na possibilidade do riso te inundar a alma e enlevar o teu ser, bocejas um sorriso incolor, na impossibilidade de te possibilitares a…

Será possível que já não saibas no que consiste o riso?
O meu riso!

Ou sou eu que já não te faço rir?

Acho improvável que assim seja, pois que a minha gargalhada se solta da mesma forma de sempre, se bem que, de vez em quando, seja acompanhada de um esgar de possível incompreensão dessa tua impossibilidade.

Ou então, sim é isso, já não gostas do meu riso!

Penso agora, com amargura, se será que estou face a face com a possibilidade de me ser dolorosamente impossível possibilitar-te a te possibilitares?

Será que me possibilitarei a?

Por agora, sinto o assalto frenético de um incolor sorriso que me desfigura o rosto e me esmaga a alma.

E tu, ris-te…

É impossível!
És impossível!

E eu?


terça-feira, 26 de Maio de 2009

Enrolamento...




Eu e Tu, Nós...

Eu não quero ser uma parte de ti, uma parte do teu mundo, quero sim fazer parte dele, completar-te.

Não posso ser simplesmente uma parte do teu ser, sem deixar de ser, pois eu sou um ser, e se o fizesse deixaria de ser quem sou e passaria a ser tu.


Eu também sou.

Mas quero dar-me, a ti, assim, como sou!


Amar não é apoderar-se do outro para completar-se, mas dar-se ao outro para completá-lo, disse alguém com sabedoria.

Tanto que, se eu deixar de ser quem sou, para ser o que tu és, jamais te posso completar, porque não sou!


Tu és!


Eu sou!


Nós seremos!

sexta-feira, 15 de Maio de 2009

Este foi o primeiro...nota-se

"A busca"

Fui atrás dela por uma viela,
Virou à direita numa rua estreita,
Perdi-a de vista no fundo da pista.
Voltou-me a olhar à saída de um bar!

Fui no seu encalço já meio descalço,
Gostou do jogo acendeu um fogo,
Senti-me sem rumo no meio do fumo
Fugiu de repente num mar de gente!

Segui o seu cheiro no nevoeiro,
Sorriu para mim nas cores de um jardim,
Tentei-a apanhar à beira do mar,
Saltou do asfalto e nadou p’ro mar alto!

Sentei-me no chão, tremeu-me a mão,
Dançou no ar quase até me abraçar,
Acenei-lhe o meu ser para não me esquecer,
Prometeu-me alegria na manhã do outro dia!

Dormi a correr para amanhecer,
Andava ela do outro lado da janela.
Sorria! Sorria enquanto corria!
Fui atrás dela por uma viela!

Ao Fernando...

Teu Silêncio porque é teu


Teu silêncio porque é teu
Não é falta de alegria
É de sermos tu e eu
Em perfeita sintonia

É de sermos tu e eu
Em perfeita sintonia
Teu silêncio porque é teu
Não é falta de alegria

Em perfeita sintonia
Teu silêncio porque é teu
Não é falta de alegria
É de sermos tu e eu.

Gostei do Vinho Que Eles Lá Têm...

Gostei do vinho que eles lá têm!

Limpa-me a cabeça das ideias tolas,
Abre espaço para outras que vêem,
Tolas talvez ou talvez não;

Me faz esquecer, e lembrar também,
Que umas tolas são miragem
E outras uma bela estação
Ou definitiva paragem.
Às vezes, digo eu, não sei!

Mas uma coisa vos digo, e que pensei
Que há cabeças tolas com ideias
E ideias tolas com cabeça!
Sem ninguém que se compadeça
Das tolas cabeças feias!
Que não têm ideias, que... que...

Enfim, meu amigo poeta,
Nem sequer esta ideia pateta
Que me saiu de jorrada
Após a última golada!

Saúde.

segunda-feira, 4 de Maio de 2009

I'm Lonely...




Hey you, up there on the shore
Why is your eye so sad?
Do you feel lonely once more?
Have you another broken bed?

Single bed, oh, silent bed
No more sheets soaked in sweat
You know the rain has its fad
As they say, we might get wet

Oh, please, don't you feel so grey
Come and haul up my flag
Let's make some joy and play
Let's give sadness a giant gag

Do you wanna hold back your tears?
And be a prey of your past
Or wanna throw down your fears
And be the captain of your mast.

Do you want to lock the time
In a bleeding memory day
Can a moment take away
What forever took to find

Yes, the tic-tac has no mercy
For the ones who want not see
While you stand in the doorway
The time plays in a dancing tea.

Oh, come and spread your wings
Let me guide your flow today
To where fools rule the kings
And there you’ll have your pay

Oh, come on, let's sail away
Thru this river full of dreams
Sadness will be banished
And will die in its own streams.

You're the captain of your heart
So, you must not fall apart
You must not fall apart
You're the captain of your heart…

The night was young and then...

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...the river kissed the city...

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Can you see the plane...

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segunda-feira, 27 de Abril de 2009

Welcome to my house...




Welcome to my house
You fool big mouth
Let me introduce you
My cat and my mouse

Come inside please
I'll show you the room
There's no food no cheese
Just you and the broom

The broom is your tool
To do this job
The cat is a fool
And the rat a snob

Now, if you kill the cat
I will break your skull
But if you kill the rat
I will smash it all

Where you're going
You big fat pork
The broom is waiting
To do its work.

Don't you dare
To turn your back on me
Stay right there
Or I'll turn you into a flea

Oh, no one wants to play
Am I such a hog
That no one wants to play?


Hmmm, welcome to my house
You fool little dog

quinta-feira, 23 de Abril de 2009

Visit me...and enjoy my mast...

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Millenarian...

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sexta-feira, 17 de Abril de 2009

Now I Know...

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quinta-feira, 16 de Abril de 2009

Take A Seat Please...

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quarta-feira, 8 de Abril de 2009

Giants...

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terça-feira, 31 de Março de 2009

Verde-Água

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Waterfall

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quarta-feira, 25 de Março de 2009

Natural Beauty...

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terça-feira, 24 de Março de 2009

The Green Light



I'm so tired

I'm so tired of being me
Cut the wire
Cut the wire set me free
The light
The light is always green
For me

Solitude
Solitude is emptiness
When I'm you
When I'm you is such a mess
But the light
The light is always green
Unless…

Sometimes you sing a new refrain
But yet the song remains the same
You need to dress the wound inside
You need to think green for a while

Caress my soul
Caress my soul, don't pretend
I'm here to howl
I'm here to howl until the end
Cos the light
The light is always green
So, dream

I'm not you
I'm not you release my mind
It takes two
It takes two to rewind
The light
The light is always green
Of blue!

Sometimes you sing a new refrain
But yet the song remains the same
You need to dress the wound inside
You need to think green for a while

segunda-feira, 23 de Março de 2009

Ó folião meu grande cabrão

Os foliões, numa sala restrita
Iludem o povo e o povo acredita
E o povo, não crê na desdita!

O charlatão na sua poltrona
Bebe martini com azeitona
E o povo bebe cortisona!

Ai é tão bom, porreiro que é
Ter uma suite em Vila Galé
E o povo não tem chaminé

Ó folião meu grande cabrão
Roubas-lhe a vida e com ela o pão
E o povo já estende a mão!

Os seus lacaios em suas mansões
Conspiram com ele novas ilusões
E o povo suspira em tostões!

Ó povo meu achega-te a mim
E traz um cravo do teu jardim
E o charlatão terá o seu fim!

quinta-feira, 19 de Março de 2009

Templo...

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Rendilheira...

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Já não se vê disto...

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terça-feira, 17 de Março de 2009

Dizes-me...



O Poeta, a Pena e o Poema


Um segundo antes da pena roçar a folha branca, o poema perguntou ao poeta:

- Espera! De que me vais fazer?

A pena recuou um pouco, expectante da resposta

- Então! De palavras, do que é que havia de ser?! – Respondeu o poeta do alto da sua inspiração.

- Sim mas, as palavras por si só não têm sentido algum!

- Nenhum!

- Ah! Concordas comigo!

- Não, não é isso! Não têm sentido nenhum!

- Pois, foi o que eu disse! O sentido da palavra tem o significado que lhe queremos dar!

A pena, coitada, tremeu um pouco e retirou-se de cena. Dum salto!

- Não digas patetices!

- Tu é que és o poeta! Eu só sou o poema, pateta ou não! Conquanto que, se eu for pateta é porque tu o foste! Aviso-te já que lavo daí as minhas mãos!

- E tu por acaso tens mãos?

A pena já dormitava a um canto mas deixou uma orelha para trás.

- Claro que tenho! Imagina que tu dás o sentido correcto às palavras, contando que não te esqueces da acção e do enredo, é claro, e constróis um poema de Amor, daqueles bem lamechas que fazem as donzelas chorar, ok? Atenta-te um pouco agora! Eu sou a mão que afaga o coração, que sustém o gritinho choroso que subiu até à boca, oh! Sou o lenço de seda que seca as lágrimas caídas e o ranho que pinga do nariz!

- Bah! Isso não é nada poético!

- Pois, mas é verdade! É por isso que eu prefiro os que versam sobre sexo! Huhu! Eu sou a mão que apaga o fogo da mulher em chama, que acaricia os seus seios erectos, que penetra o seu ser em convulsãoooo!!! Or-gas-mo-po-é-ti-co! Aaah! Isto, se fores tu a poetar! Se por acaso for uma poetisa, as coisas mudam ligeiramente de figura! De vulvar para fálica, mais precisamente! Olha, gosto também dos poemas de escárnio e maldizer, aquilo a que os intelectuais chamam de poesia satírica medieval! Eu gosto mesmo é de ser a mão que empunha a espada da escrita e encosta os vilões à parede, ferindo-os mortalmente na sua, na sua…cobardia, é isso! E na vaidade também! E na presunção! Sem água benta! Ou com ela, que às vezes quem tem devoção também tem vaidade!

Ou ser a mão que calça a luva branca da ofensa disfarçada e prega uma leve bofetada na face negra do orgulho e do preconceito. Sabe tão bem! Às vezes!


A pena não tirava os olhos, arregalados, do poema ainda por escrever, salivando de excitação, na esperança que o poeta saísse da sua estupefacção, desta estupefacção, não da outra, embora a outra seja co-autora de magníficas obras versadas, compostas nas mais elevadas esferas da inspiração, salpicadas de musas inspiradoras.

- Ficaste sem palavras meu caro poeta? Então, diz-me lá: de que me vais fazer?

O poeta endireitou-se, pegou na pena de ponta molhada de excitação, olhou para o papel e disse:

- Não sei! A alma desta simples folha branca é que vai ditar à pena o que escrever! Eu só transporto o movimento que desenha as palavras, que as pinta!

A pena curvou-se em reverência cortês e finalmente, tocou o papel branco das mil e uma palavra.

- Faz-me um de sexo! – Ainda se ouviu…

É Tempo de ter Tempo para o Tempo...




O teu Poema


O tempo esvai-se em murmúrios ritmados
Deixa-te exangue de instantes não vividos!

Ah, o tempo ladrão, que te rouba momentos
Que desfalecem em segundos não contados!
E tu, perdido em intemporais pensamentos
Ficas sem tempo para tempos passados!

Porque tens medo de viver o teu tempo
Dentro do tempo que ele próprio tem?


Vem! Não percas tempo! Vem!

É que o Poeta do tempo é constante
É rei e senhor da métrica temporal!

Vem! Não percas tempo! Vem!

Escreve a palavra a todo o instante
Ou o tempo, do teu Poema, só terá desdém!

segunda-feira, 16 de Março de 2009

De Valença a Monção

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quinta-feira, 12 de Março de 2009

A angústia do poeta...




Ouve, Poeta...

Ó Poeta que és pateta,
Deixa que a tua mão erecta
E despojada de vaidade,
Aos quatro ventos brade

Sou poeta!

Acaricias e arranhas a palavra
E pões um adjectivo da tua bravura!
E se por acaso houver uma cesura,
Que seja feita da tua lavra!

Porque é tua!

Não deixes que a maldade
Mascarada de sabedoria,
Reduza a um sussurro
O que é belo e o que é puro!

A tua Poesia!

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Mosteiro à noite...

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União...

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Descanso...

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A inspiração do Zé...uma

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Fogo...

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Bogalho...

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Leva-me a ti...

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Olha, o Fernão...




Sei lá


O voo luminoso do teu sonho inacabado,

Não pode pousar no ramo do esquecimento!

Continua a sonhar, não te vires pró outro lado!

E se te virares, que seja pró lado do contentamento.

Pois nas asas de um sonho continuado,

Andas tu, a Lua, o outro e o firmamento!

Recanto

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quarta-feira, 11 de Março de 2009

Esta ficou mal...

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Quanta sede saciaste...

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terça-feira, 10 de Março de 2009

O Descanso do Guerreiro....

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The Path



Aonde vais?



Eu?


Sim, tu!


Eu,

Eu vou aonde os passos me levarem.

A ti!

Eu vou aonde o teu passo te levar.

Aonde vais tu?

Eu,

Caminho para ti, em ti, no teu ser!


Sempre?


Sempre? Será muito longe?

Sempre, será

Aonde o ser do teu ser me deixar caminhar!


Então, até Sempre!


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Ao que isto chegou...

 
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sexta-feira, 6 de Março de 2009

Abertura...


Fotografia: FreitasAntero
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quarta-feira, 4 de Março de 2009

Só nós dois é que sabemos...




- Olá, então Puto, a noite de ontem foi de arromba, ah! Grande farra!

- Foi XL!

– Tás a gozar c'o meu nome, Puto?

– Não, tou a dizer que foi enorme, assim como tu, cavalo amigo!

– Ah bom! Mas conta lá como foi a noitada. Garinas?

– Nem me fales, pá! Estava eu todo refastelado no jardim lá de casa, todo contente e entretido com um ossito de cabrito, quando vejo chegar à casa ao lado novos vizinhos. Levantei um olho do osso e tratei logo de averiguar a que tipo de vizinhos ia ter de dar as rosnadelas de boas-vindas.

Foi quando a vi!

Atirei com o manjar para um canto, limpei os beiços e penteei-me um pouco para me dar a conhecer à maior beldade que eu já tinha visto!

– Hiiiii, já tou a ficar curioso, Puto! De que raça é!

– Cão Serra da Estrela!

– Cão? Cão? Ui, tu és do outro lado! Ai quando eu contar aos outros!

– És como um coio, cavalgadura! A raça chama-se assim. Cão Serra da Estrela! É claro que é uma menina!

– Ah, bom! Continua, continua!

- Ela tratou logo de conhecer os cantos à casa, e quando se abeirou do meu canto ficou parada a olhar para mim. Eu percebi logo que lhe causei boa impressão, os olhos dela disseram tudo.

- Modéstia sempre foi o teu forte caro amigo canino!

- Conversamos um bocadinho e convidei-a para sair comigo depois do jantar, para lhe fazer uma visita guiada às redondezas. Quando se encaminhava para casa deitou-me aquele olhar, sabes como é, tipo, vais ter uma noite e ossos!

Fiquei logo todo excitado, nem comi em condições ao jantar. À hora marcada ela apareceu, teve de se escapulir pela porta dos fundos para não alertar os seus protectores. Trazia à volta do pescoço um lacinho vermelho em vez da coleira, e eu pensei logo, olha saiu-me uma queque, sabes como eu não gosto disso, mas depois percebi que ela se arranjou para mim. Ai as mulheres! Estava linda, o pelo sedoso, bem penteado e cheirava a jasmim. Depois de lhe mostrar os arredores levei-a para o meu sítio secreto. É um cantinho numa colina, com vista para o mar e com árvores frondosas. Debaixo duma delas, contamos as estrelas, vimos os barcos que chegavam ao porto depois de dias a cruzar os mares. A noite estava bela e o perfume do seu corpo já me estava a deixar tolo. Roubei-lhe um beijo e ela ficou calada a olhar para mim, e eu pensei, já fiz merda, mas não, segundos depois estávamos colados um ao outro no maior beijo que já dei. Ela estava tão excitada que nem me deixava respirar, que cadela! Beijei-lhe o corpo, e depois escrevi-lhe o abecedário todo, com a língua, na sua vagina, vinte letrinhas todas desenhadas na perfeição.

- Olha lá meu aldrabão, o teu abecedário só tem, o quê, seis letras?!

- Escrevi em Francês, sua cavalgadura estraga histórias! Sabes como eles são, é só floreados.

- Desculpa, continua.

- Deixei-a tão louca de prazer que fizemos amor sete vezes, estava a ver que ia desfalecer. Digo-te uma coisa, nunca vi como aquilo! Se não fosse o facto de os seus protectores a terem chamado, acho que ia ficar sem pinga de coiso e tal. Que barulho é esse XL, que é que estás a fazer, estás a tremer todo!

- Hmm, Ah, não é nada! Ai, abram a porta, abram a porta que eu vou-me a elas e ensino-lhes todos os abecedários!

- E tu por acaso sabes escrever, eh eh!?

- Até escrevo de olhos fechados, com mil ferraduras! Não é à toa que me chamam de garanhão!

- Ah, pois, já me estava a esquecer disso. Mas, continuando, a noite não acabou assim tão bem.

- Já estou a ver, ela achou que não eras cão para ela!

- Nem vou responder a isso! Tinha acabado de me deitar quando chegou a casa o meu protector. Vinha da night, e pelo que vi foi uma noite XXL. Vinha com um andar esquisito, aos esses, cai que não cai. Chamou-me e disse-me para o acompanhar num passeio à praia, vamos espairecer Puto, disse-me ele.

E ir pra caminha, não? pensei eu. Ainda lhe dei uns latidos mas não colou. Lá fui eu, às 4 da manhã, aturar as manias dele, apanha Puto, e outras coisas que deixam os humanos de boca aberta, hei como é que o cão fez aquilo, e tal. Pelo que estou aqui e não quero ser incomodado.

- Ó Puto, por falares no teu protector. Ele trouxe, ontem, para cá uma égua nova, Lusitana, podias meter uma cunha por mim e apresentares-ma, que é que dizes? Sabes que sou louco pelas docinhas Lusitanas!

- Vou ver o que posso fazer, mas aviso-te já que ela não vai com qualquer um.

- E eu sou qualquer um? Eu sou o XL, o garanhão mais garanhão cá do bairro. Agora vou esconder-me, vem aí aquele chato que gosta de me tirar fotografias, diz que não me viste!

- Pois, com esse tamanho ele nem vai dar por ti. Eu vou dormir uma soneca. Até logo.

segunda-feira, 2 de Março de 2009

Podia Ser Erótico


Olho-te.

Estás no teu canto, serena!
A tua quietude perfeita inquieta-me,
Que chego a recuar um passo tímido
Reprimindo a ansiedade de te ter!
E tu, continuas aí, não é nada contigo
E sabes o quanto isso me tortura!
Viro-te a cara! Não te quero olhar!
Acaso não sabes que é pecado?

Impassibilidade total!

Não aguento, quero-te! Desejo-te!
Sinto crescer a água na minha boca sedenta de ti!
Toco-te e todo o meu ser estremece
Encosto-te aos meus lábios, respiro o teu cheiro!
Pedes, sem me dizer, que te liberte do teu véu.
Como é bela a cor do teu corpo, corpo de delito
Feito de gomos carnudos!
Sacio-me de ti, bebo de ti.
Alimentas-me a alma e o corpo.

Extasio-me.

Sinto vergonha! Fui um fraco!
Não te podia ter!
Ó fruto proibido que me pões em franja!
Ó doce, melíflua Laranja!

domingo, 1 de Março de 2009

Depois não vos queixeis...

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